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Tratamentos e Procedimentos

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18 Mai 2021

Procedimentos minimamente invasivos

Um procedimento de fundamental importância para a Medicina da Dor recebe o nome de Bloqueio. De maneira resumida, o Bloqueio consiste em interromper impulsos sensoriais de uma região do corpo específica, diminuindo ou até eliminando por completo a dor.

Os médicos da dor contam com uma grande variedade de bloqueios para atuar em situações e contextos diversos. A maioria deles visa uma área bem específica, tendo como alvo uma determinada estrutura (nervo, músculo, articulação). Outros, menos específicos, visam áreas mais amplas. O exemplo mais comum deste procedimento mais abrangente é o bloqueio peridural.

A maioria dos bloqueios incluem uma injeção de medicação, normalmente um anestésico local ou um anti-inflamatório, que interrompem os sinais dolorosos ou diminuem a inflamação na área. No caso dos bloqueios com anestésicos locais, a dose é mantida em uma pequena concentração, a fim de que somente a dor seja reduzida, mas não outras funções como o movimento dos membros.
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18 Mai 2021

Toxina Botulínica

A Síndrome Dolorosa Miofascial Crônica (SDM) apresenta dor muscular normalmente em queimação ou peso, que piora a movimentação e a palpação de bandas musculares tensas. Na dor miofascial encontramos a presença dessas bandas musculares tensas conhecidas como pontos-gatilho, esses pontos muitas vezes geram dor intensa e persistente.

Para o tratamento da síndrome dolorosa, a medicina dispõe de várias ferramentas. Tratamentos medicamentosos, desativação do ponto-gatilho com terapia manual, agulhamento seco e infiltração com anestésico local são comumente usados. Alguns estudos demonstraram beneficio do uso da toxina botulínica no tratamento dessa condição (1234).

Há mais de 20 anos a Toxina Botulínica (TXB) está sendo utilizada no tratamento de doenças decorrentes do aumento do tônus muscular, como ocorre na espasticidade, e a cerca de uma década o uso da TXB estendeu-se para o tratamento de dores musculares crônicas (1).

A toxina botulínica é uma neurotoxina produzida pelo Clostridium botulinum. A TXB induz paralisia flácida, sem comprometer a condução neuronal, impedindo a liberação de acetilcolina. Esse mecanismo atua na contração e tônus muscular.

O início de ação ocorre de 2 a 5 dias, com pico máximo em 2 semanas, e duração média de 3 a 4 meses. Aplicações repetidas realizadas em curtos períodos de tempo podem induzir a formação de anticorpos contra toxina botulínica. Esses anticorpos contribuem para diminuição do efeito da TXB.

Outros mecanismos analgésicos são descritos com  o uso do método (5):
  • Anti-inflamatório;
  • Inibição do glutamato;
  • Inibição do CGRP (peptídeo relacionado ao gene da calcitonina);
  • Redução da sensibilização central;
  • Inibição de liberação de neurotransmissores do SNA;
  • Diminuição da liberação da substância P;
  • Diminuição da descarga nociceptiva.

Referências:
  1. Childers, M.K. The use of botulinum toxin type A in pain management. A clinician’s guide. 2 ed. Academic Information. Systems, 2002.
  2. Brin, M.F., Hallett, M., Jankovic, J. Scientific and therapeutic aspects of Botulinun Toxin. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins, 2002, 507p.
  3. Royal, M.A. The use of botulinum toxins in the management of myofascial pain and other condition associated with painful muscle. In: Brin, M. F., Hallett, M., Jankovic, J (eds), Scientific and therapeutic aspects of Botulinun Toxin. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins, 2002, p. 309-321.
  4. Reilich, P., Pongratz, D. Myofascial pain syndrome. In: Jost, W. H. (ed). Botulinum Toxin in Painful Diseases. Vol 14. Pain Headache, 2003, p.23-41.
  5. Kharkar S, Ambady P, Yedatore V, Schwartzman R. Intramuscular Botulium Toxin A (BtxA) in Complex Regional Pain Syndrome.  Pain Physician 2011; 14:311-316
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18 Mai 2021

Bloqueios no tratamento da dor

A medicina Intervencionista da Dor tem se empenhado cada vez mais na busca de cuidados, técnicas e ferramentas para os tratamentos das síndromes dolorosas. São vários os procedimentos que se enquadram dentro desse tipo de tratamento, entre eles estão os bloqueios. O bloqueio consiste na administração de uma ou mais medicações (anestésicos, anti-inflamatórios ou outras substâncias) em uma estrutura especifica que pode ser nervo, plexo, músculo, espaço peridural.
Os bloqueios têm duas importantes funções: a primeira é diagnóstica possibilitando, muitas vezes, o reconhecimento da estrutura que está desencadeando o quadro doloroso, outra função é contribuir com o tratamento da dor.

Esse procedimento é comumente utilizado no tratamento de diferentes tipos de dor como as musculares, decorrentes de hérnia de disco, e outras dores na coluna, artroses, cefaleia, dor pós-operatória, neuralgia pós-herpética, síndrome dolorosa complexa regional, entre outras. Os bloqueios são normalmente guiados por um método de imagem como ultrassonografia ou radioscopia, aumentando a acurácia e segurança do procedimento.

Os procedimentos minimamente invasivos juntamente com o tratamento farmacológico são os pilares do tratamento da dor que afeta em torno de 70-80% das pessoas em algum momento da vida, uma estimativa de 60 milhões de pessoas somente no Brasil. Se considerarmos apenas as dores crônicas, a prevalência é de 11% a 55%, uma média de 35,5%, segundo dados da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED).

Os bloqueios tem como alvo o nervo sensorial desencadeante da dor, ou determinada área do corpo. A técnica é utilizada com o objetivo de interromper os sinais dolorosos, reduzindo o desconforto. A duração de cada bloqueio varia de acordo com o tipo de dor e procedimento realizado.

Os recursos utilizados pela medicina intervencionista da dor, também denominado de bloqueios diagnósticos/ prognósticos ou terapêuticos, podem fazer a diferença na vida das pessoas que sofrem com as síndromes dolorosas, ajudando a controlar a dor e devolver qualidade de vida.

Referências bibliográficas:
http://www.sbed.org.br/sites/arquivos/downloads/fasc_cro_persist.pdf
http://www.scielo.br/pdf/ /rba/v57n1/11.pdf
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18 Mai 2021

Fisioterapia no tratamento da Dor

O Fisioterapeuta manipulativo é o profissional que fundamentalmente atua com técnicas da Terapia Manual baseadas em evidências.  O profissional utiliza como principal ferramenta as mãos, como o próprio nome da especialidade (Terapia Manual) nos mostra, sendo estas o intermédio da realização dos testes e manobras inclusas no exame físico e tratamento.
Através de uma avaliação criteriosa incluindo exames complementares, subjetivo e objetivo, os quais se enquadram avaliação ativa; passiva fisiológica e acessória; testes ortopédicos, musculares e neurodinâmicos, o profissional chegará a um diagnóstico preciso, podendo a partir daí traçar um método de tratamento eficaz de acordo com os achados encontrados.

A Terapia Manual é uma área especializada da Fisioterapia, que tem como principais objetivos a redução da dor e a restauração da função normal. Na terapia manual, o fisioterapeuta utiliza suas mãos para aplicar pressão ou tração sobre uma determinada estrutura (fáscia, músculo, articulação etc.), com o intuito de mobilizá-la, a fim de diminuir a dor causada pelo espasmo (ou tensão) muscular ou por uma disfunção articular. As bases fisiológicas e biomecânicas são fundamentais para o entendimento da Terapia Manual e de seus efeitos sobre o conjunto da unidade neuromusculoesquelética em disfunção. Um estudo fisiológico e biomecânico detalhado, baseado em evidências cientificas, explica melhor sobre a dor, a inflamação e a restrição da mobilidade estabelecida

João Gustavo Vicente Pereira - Creffito 116412-f
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18 Mai 2021

Psicologia no tratamento da Dor

A implicação da dor na vida de pacientes é complexa e profunda. Sintomas importantes como depressão, ansiedade e estresse se instalam e têm efeitos negativos, comprometendo o sono, apetite, libido, humor, energia, capacidade de concentração e capacidade para desenvolvimento de atividades familiares, profissionais e sociais.  A relação do paciente com suas dores produzem sentimentos que podem interferir diretamente no processo de recuperação.

É muito importante que o tratamento seja realizado por uma equipe multiprofissional qualificada e integrada que faça avaliações precisas e continuadas, trabalhando simultaneamente questões de ordem biológica, emocional, sociocultural e ambiental que contribuem para o aumento da sensação de dor.

A psicologia dentro desta equipe se concentra no resgate da sensação de dignidade e na busca da capacidade de enfrentamento da dor. Observamos a experiência pessoal da dor, sua função e limitações, as relações afetadas e a dimensão social que inclui estigmas e status social alterado pela doença. O trabalho treina habilidades, tem foco na redefinição de como o paciente compreende e interage com a dor, retomando assim o interesse em grande parte dos eventos do mundo externo, afetados pelo seu estado geral. O paciente torna-se agente ativo de sua vida.

Rosane Palma
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18 Mai 2021

Síndrome de Dor Complexa Regional

A desordem neuropática pode levar à dor, alteração de temperatura, sudorese, coloração da pele e também transtornos motores, causando grande impacto na vida dos doentes. Normalmente ela se instala em um membro, sendo a incidência maior nos membros superiores, podendo se estender para outras extremidades.

A  Síndrome Dolorosa Complexa Regional (SDCR) é associada a fatores desencadeantes ocasionais, como fraturas, traumas, cirurgias, imobilizações, sendo que em cerca de 10% dos casos não foi encontrado o fator desencadeante. A fisiopatologia da SDCR ainda desafia a medicina e requer especial atenção para realização do correto diagnóstico e no tratamento indicado para cada paciente.

Apesar do principal sintoma do problema ser a dor, os pacientes podem apresentar um quadro de intensa sensibilidade, queimação, formigamento, acompanhados ou não de alterações motoras, sudorese e coloração da pele.

Muitas vezes, a pessoa que tem a SDRC possui a participação nas atividades diárias comprometida, e a vida social e psicológica afetada.

No tratamento da Síndrome Dolorosa Complexa Regional são utilizados recursos fisioterápicos fortemente indicados no decorrer do tratamento. Além do tratamento fisioterápico, também podem ser adotados tratamento medicamentoso, bloqueios simpáticos e somáticos e em alguns casos métodos cirúrgicos de neuroestimulação.