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Tratamentos

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25 Nov 2020

Fertilização in Vitro

FERTILIZAÇÃO IN VITRO (FIV): a mulher recebe hormônios para estimular o desenvolvimento de vários folículos ovarianos (uma espécie de “bolsa” que possui um óvulo cada um), o que promove a liberação de mais óvulos em um mesmo ciclo. Após acompanhamento com ultrassom, é feita a punção ovariana para a coleta desses óvulos que serão depois fertilizados pelos espermatozoides em laboratório (os óvulos ficam 24 horas à espera de serem fecundados naturalmente em meio a uma cultura com milhares de espermatozoides). Após a fecundação, há um acompanhamento de perto e diário do crescimento do embrião que, posteriormente, é transferido para o útero da mulher.

 
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25 Nov 2020

Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides

INJEÇÃO INTRACITOPLASMÁTICA DE ESPERMATOZOIDES (ICSI): a técnica é bastante semelhante à FIV com relação aos procedimentos iniciais, como a estimulação, coleta e tratamento de espermatozoides. O que diferencia é que, neste método, o espermatozoide é injetado diretamente dentro do óvulo, em laboratório, por meio de uma agulha extremamente fina. Depois da fertilização, é feito o acompanhamento do embrião que posteriormente será transferido para dentro do útero.

 
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25 Nov 2020

Inseminação Intrauterina Artificial

INSEMINAÇÃO INTRAUTERINA (IIU) ARTIFICIAL: nesta técnica o médico transfere os espermatozoides, previamente tratados e selecionados em laboratório, diretamente no útero da paciente. Portanto, na inseminação, a fecundação acontece dentro do corpo da mulher, assim como ocorreria naturalmente após uma relação sexual, ao contrário da FIV e da ICSI, em que a fecundação ocorre em laboratório, sendo o embrião posteriormente colocado no útero.

Saiba mais sobre a técnica aqui!

Há ainda métodos como a DOAÇÃO DE SÊMEN, que é necessária quando o homem não produz espermatozoides ou trata-se, por exemplo, de um casal homoafetivo feminino/produção independente. Nesses casos, são utilizados espermatozoides doados anonimamente para a realização da FIV ou de uma inseminação artificial.

É possível também usar a DOAÇÃO DE ÓVULOS, a OVODOAÇÃO: que é quando a mulher possui um comprometimento da quantidade e/ou qualidade dos seus óvulos, devido a uma falência ovariana, por exemplo, e recebe óvulos de uma doadora anônima por meio da clínica de reprodução humana. Com os óvulos recebidos, segue-se o procedimento padrão da fertilização in vitro.

Além disso, há outros procedimentos como “barriga solidária” e também a indução da ovulação com relação sexual programada.
 
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11 Mai 2021

Endometriose

A Endometriose apresenta uma alta incidência entre as mulheres, são cerca de 6,5 milhões de brasileiras afetadas pela condição, de acordo com dados da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Talvez passe pela sua cabeça: “afinal de contas, o que é Endometriose?”
A teoria mais aceita hoje em dia, chamada Teoria da Metaplasia Celômica, é que no desenvolvimento embrionário, quando a mulher é ainda um pequeno embrião, pode haver a presença de um tecido que se perde nesse processo embrionário e fica lá, quietinho, fora do útero e sem nenhum tipo de ativação.
Bem mais tarde, ele pode “ganhar vida”, é ativado de formas diferentes entre as pessoas.

Nesse tecido, as células não são iguais às do endométrio (camada interna do útero), mas possuem um comportamento bastante semelhante a ele, com uma resposta hormonal muito parecida, o que resulta no desenvolvimento de lesões. Ou seja, temos a Endometriose.

Embora seja assintomática em alguns casos, em outros ela apresenta sinais de alerta como fortes cólicas menstruais, dores pélvicas persistentes (no famoso “pé da barriga”), constipação, náusea, dor na relação sexual e fluxo menstrual bastante intenso. Apesar de o problema nem sempre tornar a mulher infértil, a infertilidade é também uma consequência da doença.

A concepção pode ser comprometida porque quando o endométrio cresce em locais como tubas uterinas e ovários, ele provoca alterações importantes que interferem no funcionamento do aparelho reprodutivo feminino.

A Endometriose não tem cura, é crônica, mas tem tratamento, principalmente para promover qualidade de vida e melhores chances de gravidez.
Muitas vezes, a mulher convive com alguns sintomas da enfermidade, porém, quando não busca ajuda médica, pode atrasar bastante o diagnóstico.

Os tratamentos não são curativos, eles têm como objetivo minimizar a dor, reduzir as lesões endometriais e promover as chances de gravidez, quando há dificuldade para engravidar. Nesse caso, inclusive, a Fertilização in Citro (FIV) é uma das melhores técnicas para quem deseja ter filho, especialmente se o quadro envolve um grau mais elevado da doença.

Então, notou qualquer sinal incomum, procure auxílio especializado, combinado?!

 
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10 Mai 2021

Trombofilia

Primeiro, vamos entender o que é Trombofilia: é uma doença que favorece o desenvolvimento de trombose, ou seja, o corpo de quem sofre com o problema tem tendência a formar coágulos de sangue (chamados também de trombos). Isso significa que, nesse quadro, há um maior risco de desenvolver Trombose Venosa, AVC ou mesmo Embolia Pulmonar.

Durante a gravidez pode ser recomendado, inclusive, em casos específicos - levando em conta o histórico familiar da gestante e a ocorrência anterior de abortos de repetição, investigar (via teste sanguíneo) trombofilias hereditárias. O objetivo é justamente prevenir, por exemplo, parto prematuro, deslocamento da placenta, e pré-eclâmpsia, que estão entre os perigos que a enfermidade pode ocasionar.

Agora, falando um pouco de fertilidade, a trombofilia também pode afetar a concepção. Isso porque a formação desses coágulos sanguíneos compromete a fixação do embrião no útero e pode, ainda, interromper o fornecimento de sangue para a placenta, provocando o aborto.⠀
Algumas vezes, é indicado antes mesmo de tentar engravidar, fazer exames iniciais para detectar a doença.

E há tratamento, que inclui a administração de medicamentos anticoagulantes.
Até mesmo se a tentante vai passar por uma FIV, é possível desde a estimulação ovariana fazer o uso desses remédios evitando, assim, complicações.

 
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10 Mai 2021

Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)

Ciclos menstruais irregulares (escassos, ausentes ou intensos), aumento de pelos pelo corpo (principalmente face, abdômen, ventre e seios), acne, queda de cabelo, e ganho de peso são alguns dos sinais que podem estar relacionados à Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). Fique atenta!

O  distúrbio causa um significativo desequilíbrio hormonal, porque faz com que o organismo produza alguns hormônios em exagero (como a testosterona - hormônio masculino), e outros em menor quantidade, o que pode levar à formação de cistos nos ovários e afetar o processo de ovulação

 
 
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10 Mai 2021

Varicocele

Um dos principais problemas relacionados à infertilidade masculina é a Varicocele. Você já ouviu falar dela? A doença é caracterizada pela dilatação anormal das veias dos testículos.

O que acontece é que, como a condição dificulta a circulação de sangue no órgão e promove também o aumento da temperatura na região, há um comprometimento da produção, da qualidade e da movimentação dos espermatozoides, resultando na infertilidade.

Estima-se que a varicocele afete 40% dos homens com problemas para engravidar a parceira.

A doença pode ocasionar incômodo local e sensação de peso na bolsa escrotal, sobretudo depois de atividades físicas. Mas normalmente ela é indolor, o homem acaba descobrindo o problema justamente por conta da infertilidade.
Vale destacar que ela não causa impotência, é um mito!

E a boa notícia é que há tratamento, é reversível. Então, converse com um especialista!

 
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11 Mai 2021

Infertilidade Feminina

A infertilidade feminina está muito ligada à idade, a possíveis disfunções, inclusive hormonais, aspectos genéticos e também a questões de estilo de vida.
Então, se você já está há mais de um ano tentando engravidar sem sucesso, busque auxílio de um especialista em reprodução humana para investigar esses e outros pontos importantes. E nessa análise entram, claro, os exames que avaliam a fertilidade. No caso das mulheres, vou destacar três deles para vocês:

- ULTRASSOM TRANSVAGINAL: ele identifica sinais de ovulação, alterações no útero ou problemas nas tubas uterinas e nos ovários, como a presença de miomas e de pólipos uterinos, assim como verifica também se há indícios de endometriose - que pode ou não ter ligação com a infertilidade.

- DOSAGEM HORMONAL: por meio da avaliação de hormônios como o antimülleriano, FSH, estradiol, função tireoidiana e outros, é possível averiguar disfunções que prejudiquem a ovulação, a fertilidade, como problemas na tireoide e baixa reserva ovariana.

- HISTEROSCOPIA DIAGNÓSTICA: é um exame que pode ser solicitado e possibilita ao médico visualizar alterações uterinas com mais precisão. Ele consegue detectar problemas que prejudiquem, por exemplo, a implantação dos embriões na FIV.

 
 
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10 Mai 2021

Infertilidade Masculina

Muito se fala da infertilidade feminina, mas o público masculino também pode enfrentar o problema . Vou pontuar aqui pra vocês algumas causas importantes.
Vamos a elas:

PRODUÇÃO INSUFICIENTE DE ESPERMATOZÓIDES: a produção inadequada de espermatozoides está ligada a alterações hormonais, varicocele (dilatação das veias que drenam o sangue testicular), processos infecciosos ou inflamatórios.

AZOOSPERMIA: é a ausência de espermatozoides no sêmen, em decorrência de alguma obstrução dos canais (quando obstrutiva), algo que pode acontecer, por exemplo, por conta de infecções genitais, trauma, radiação, tumores, torções, criptorquidia e também varicocele. Em outros casos, pode ser por alterações onde não ocorre a produção do espermatozóide (não obstrutiva).

CRIPTORQUIDIA (testículos que não desceram na primeira infância): é um defeito que pode ocorrer com posicionamento incorreto do testículo, o que prejudica a produção de espermatozoides. O problema pode e deve ser tratado ainda na infância para evitar a infertilidade.

DIABETES: a doença pode, também, trazer problemas da fertilidade aos homens, já que a enfermidade pode causar alteração no sistema hormonal.

DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (DST): clamídia e gonorreia, por exemplo, são as DSTs que mais comprometem a fertilidade masculina. As feridas afetam o aparelho reprodutor, causando prejuízo à passagem do sêmen e à mobilidade tubária.
 
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21 Jun 2021

Congelamento de óvulos e embriões

 
Congelamento de embriões: você sabe quando a técnica é indicada? Ela é recomendada, principalmente, nestes casos:


Quando há excesso de embriões em um ciclo da FIV!

Muitas vezes, no ciclo da Fertilização in Vitro há o desenvolvimento de mais embriões do que o necessário. Até porque o número de embriões para implantação no útero é limitado pelo Conselho Federal de Medicina.

Então quando esses embriões não são transferidos, eles podem ser congelados até mesmo para um novo clico, caso o ciclo atual da FIV não for bem-sucedido. Ou, ainda, se o casal quiser tentar uma segunda gestação no futuro.
E eles podem ser doados também!


Para preservação da fertilidade do casal!

Você não quer engravidar agora, mas tem esse desejo para daqui alguns anos: é possível congelar tanto os seus óvulos quanto embriões já formados em laboratório. Essa é uma “estratégia” para obter melhores chances de sucesso na tentativa de uma gravidez futura.

Além disso, para pessoas que terão que se submeter a algum tratamento médico/oncológico que pode afetar de alguma forma a fertilidade, o congelamento (novamente, tanto de óvulos e espermatozoides quanto de embriões) pode ser uma boa opção. É importante conversar sobre isso com um especialista!


Se houve Síndrome de Hiperestimulação Ovariana!

Durante a FIV, a mulher passa pela estimulação ovariana, que promove a liberação de mais óvulos em um mesmo ciclo reprodutivo; para isso, são usados medicamentos hormonais. Em alguns casos, o corpo da paciente responde exageradamente aos efeitos desses hormônios, o que resulta na Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHO).

Se isso acontece ou se é identificado que há fatores de risco para o surgimento do problema, é feito um adiamento da transferência dos embriões, que são congelados para serem implantados no ciclo seguinte da FIV.


Casos envolvendo Endometriose!

Como a Endometriose pode afetar a fertilidade, para mulheres diagnosticadas com a doença e que planejam ter filhos, o congelamento de embriões ou óvulos é uma alternativa importante para favorecer a gestação depois do tratamento.
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17 Mai 2021

Ovodoação

Ovodoação: é quando a mulher que está tentando engravidar (receptora) recebe óvulos doados geralmente de uma pessoa mais jovem (doadora).

Após vários tratamentos sem o desenvolvimento adequado do embrião, com baixa qualidade de óvulos, baixa reserva ovariana, falência ovariana precoce, ou dependendo da idade da tentante (mais de 42 anos), a ovodoação pode ser uma boa alternativa. As taxas de sucesso são melhores com a técnica!

Na doação compartilhada, a doadora compatível doa metade dos óvulos saudáveis para a receptora e, em troca, ganha benefícios no seu tratamento de reprodução. Ou seja, ambas se ajudam!

Após a doação, que é anônima, é feita então a fertilização desse óvulo doado com sêmen do marido/parceiro da tentante ou até mesmo com sêmen também de doador. Com os embriões prontos e congelados, há um preparo do endométrio da receptora e um acompanhamento dessa preparação. Quando ele atinge a espessura ideal, é feita a transferência do embrião.

Nesse processo, um fato interessante é que o bebezinho não vai ter a genética da mulher que recebeu os óvulos, mas o ambiente uterino da receptora consegue ativar a parte genética do filho, influenciando e mudando o funcionamento dos genes sem alterar diretamente o DNA, o que é chamado de Epigenética (confira no vídeo abaixo mais informações sobre o assunto).

E, afinal de contas, quem pode ser doadora? Vamos aos requisitos importantes!
A mulher precisa ter:

- Idade inferior ou igual a 30 anos;
- Índice de Massa Corporal (IMC) entre 20 e 28;
- Dosagem do Hormônio Antimüleriano (HAM) acima de 3;
- Contagem de folículos superior a 10, em cada ovário.

Se você deseja doar e se enquadra nesse perfil, agende uma consulta, vamos conversar. Pense nisso!

Pacientes que fizeram seu tratamento de reprodução, tiveram seus bebês e não querem mais filhos podem doar os óvulos que sobraram, ou mesmo embriões excedentes.
Doe vida, doe esperança!